O VERDADEIRO CONCEITO DE REGULARIDADE

 
 

A entidade maçõnica mais irregular do planeta é a Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI. Alguns de seus critérios e landmarks ferem a essência do humanismo e da democracia, e violam a Constituição de quase todos os países civilizados, assim como os princípios essenciais da ONU, da Unesco e dos Proclamados Direitos Humanos.
A base disto é a sua discriminação à mulher e ao deficiente físico e a imposição da Bíblia judaico-cristã nas lojas, que fere a universalidade e a isenção da Maçonaria e desrespeita a crença de cada um.
É um retrocesso na evolução humana, enfim. Portanto, a GLUI está na contramão da história e portanto não tem moral alguma para ditar regras maçônicas para a humanidade.

A Grande Loja Unida da Inglaterra não é a mãe da maçonaria, apenas a instituidora do moderno sistema de Potências ou federação de Lojas. As lojas já existiam há séculos e até milênios se nos reportarmos à civilização egípcia; já existiam no mundo greco-romano, desde Numa Pompílio, com seus "Collegia Fabrorum" (espécie de corporações, guildas ou sindicatos profissionais da época),  levados pelas legiões romanas e seus Pontífices para todo o mundo de então, e especialmente para a Inglaterra onde fundaram as várias cidades com a terminação  “chester” , e  a  atual York, denominada Eboracum pelos Romanos.

Para fazermos justiça, o máximo que se poderia dizer como autêntico mérito da GLUI foi organizar com mais eficiência o sistema de potência administrativa, uma vez que antes dela  já se conhecia e se usava a eleição de Grãos Mestres mediante assembléias de representantes, por um ano, numa determinada região, sendo eles os portavozes de toda a comunidade maçônica perante o mundo profano.

Com estas palavras respondemos em definitivo aos questionadores e criadores de sofismas sobre a verdadeira regularidade maçônica:

As únicas Potências Maçônicas Regulares são aquelas que mais trabalham pela humanidade e cujas instruções elevam o nível de seus obreiros; distinguem-se pela defesa de princípios essenciais da maçonaria universal, o laicismo, o adogmatismo e a isenção, e se apóiam no bom senso, na civilização, na efetiva – e não apenas teórica e proclamada – igualdade de direitos e na universalidade de seus conceitos.
Um bom exemplo disto são os princípios instituídos pelo CLIPSAS para a Maçonaria Liberal e Moderna, em sua fundação em 1961, um modelo justo e atualizado para o mundo de hoje. www.clipsas.com

O Brasil, ainda considerado um país do Terceiro Mundo, é no entanto, um dos mais avançados em matéria de leis justas; nossa Constituição estabelece expressamente a igualdade de direitos entre os sexos. É, pois, uma violação da Constituição Brasileira discriminar alguém por causa do gênero.

Recentemente, por intermédio de Maçons de Brasília, tivemos a notícia da recusa por Cartórios do Distrito Federal,  de registro de Estatutos Lojas onde constava o arcaico preceito de “iniciação exclusivamente de homens”. Os brasileiros começam a aplicar na prática com maior rigor as normas constitucionais!

Embora tradicionais, e no passado tenham prestado importantes serviços ao país e à humanidade, perante a conceituação acima, são IRREGULARES todas as obediências maçônicas que violam e desobedecem a Constituição Brasileira, seja discriminando a  mulher e o deficiente físico, seja impondo livros religiosos exclusivos em suas Oficinas de Trabalho.

A Maçonaria não é uma religião, é uma Instituição laica, filosófica, humanística e social.

Potência Maçônica Regular – de acordo com a Constituição Brasileira -- é aquela que está isenta de preconceitos raciais, religiosos, ideológicos, regionais ou de gênero, recebendo em igualdade de condições crentes e agnósticos, desde que trabalhem pelo aperfeiçoamento dos seres humanos e pelo progresso da civilização.  Os seres humanos devem ser julgados por seus atos e nunca por suas crenças.

 

 
 
     
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